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5º dia da São Paulo Fashion Week

INVERNO 2007 - Terminou em samba o domingo (28.01), penúltimo dia de SPFW, com o desfile da Cavalera, que buscou inspiração nas velhas-guardas, e fechou seu desfile com a entrada da Embaixada do Samba Paulista na passarela. Grandes nomes estampam a coleção como Adoniran Barbosa, Cartola, Hermeto Paschoal e Demônios da Garoa.
As rendas e os babados dão um charme aos microvestidos. E em sintonia com o tema de exaltação ao Brasil está o uso de trabalhos manuais como o crochê com cristais.
Pela Cavalera, os homens vão vestir no inverno calças, bermudas e camisas xadrezes ou listradas. O colete completa o look do malandro do samba. O estilo streetwear, característico da grife, ganha luxo com o brilho do prata e do dourado e também com os paetês.
Tecidos finos como o tricoline e o georgete de seda se somam ao moletom.
Ao preto e branco são adicionados o lilás, o laranja, o verde e o rosa.

Quem abriu o dia foi o estreante Wilson Ranieri com um ótimo desfile transparente e sincero exercitando o moulage, sua técnica favorita, e alcançando um resultado superchic. A coleção, no entanto, busca as formas femininas por meio do corte. A cintura é marcada pela modelagem.
Os vestidos ganham variedade. Eles são curtos ou até o joelho, justos ou largos e de mangas curtas ou longas.
A sobriedade do preto, do bege e do off-white é quebrada com o vermelho, que compõe o xadrez. As calças e casacos não são rentes ao corpo. O veludo e o chamoi dão forma às peças.

De volta ao evento, Caio Gobbi investiu mais em seu masculino, com sua moda comercial, silhuetas skinny e bons jaquetões. No casting de marcas masculinas, o estilista aposta no jeans para a próxima estação. Macacão, vestido trapézio, saia, bermuda e jardineira são o forte da coleção. O estilista aposta no jeans para a próxima estação. Macacão, vestido trapézio, saia, bermuda e jardineira são o forte da coleção.Para o guarda-roupa masculino, a grife reserva camisetas alongadas e coletes de lã que funcionam como vestido sobre a calça jeans.
Estampas exageradas nos tons de verde e vermelho colorem o branco. O xadrez vira detalhe nos bolsos das peças em jeans.A nova linha traz um ar juvenil e esportivo, tanto nas maximochilas e nas polainas. Nos pés, tênis metalizados para eles e botas acima do joelho para as garotas.
O contorno do corpo fica evidente nas calças coladas do tipo skinny, inclusive para os meninos.

Quando disse que levaria a selvageria à passarela, Mario Queiroz se referia ao homem primata e à masculinidade que estão estampadas em sua coleção outono-inverno. Este conceito está presente desde a escolha dos modelos - homens robustos -, das cores e dos tecidos. Queiroz propõe um inverno em que o homem volta a suas origens.
Peles, couros sintéticos e tecidos tecnológicos marcam a proposta. Casacos e calças estão mais justos e trazem estampas de macaco, leão e elefante.
A escolha por estes animais tem um motivo: o macaco traz à tona o passado primitivo, os leões refletem a masculinidade e os elefantes representam a grandiosidade do ego masculino.
As camisas de Queiroz fazem a linha esporte-chique com listras ou estampas grandes.
A cartela de cores é predominantemente fria, vai do preto ao castanho, passando pelo cinza e bege.
Nos acessórios, Mario oferece pochetes de pele sintética ou maxibolsa em meia-lua. As botas se inspiraram nas usadas pelos caubóis. Brincos, braceletes e correntes em prata completam o look.

Samuel Cirnansck fala de sonhos pra mostrar manufaturas de referências históricas e se dá melhor nos curtos, mais sintonizados com o desejo atual da moda. A grife prepara para o inverno uma coleção que remete às formas do século XVIII. Ao final do desfile, elevadores hidráulicos ajudaram duas modelos, que estavam sobre uma alta plataforma, chegarem à passarela.
O romantismo está em todas as peças a exemplo da utilização das rendas bordadas com vidrilhos, cristais e pérolas.
As plumas de avestruz dão volume a saias e vestidos. Os longos se arrastam no chão.
Tecidos nobres compõem as roupas, como o cetim, o georgete de seda pura, a pelica e o couro de avestruz.
A novidade da coleção são as estampas digitais inspiradas no cinema expressionista dos anos 20.
Os vestidos de noivas se renovam com a fluidez adquirida com a técnica da moulage, onde a roupa é feita sem modelo pré-definido.
O inverno da marca prevê uma reduzida na cartela de cores. As apostas são o preto, o off-white, o cinza e o pinhão.



30/01/2007 Publicada por :: ::Luke²:: ::


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